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05/11/2017 | Skank
Postado por: João Taboada, em 12/10/2017

Concha Acústica do TCA - Salvador


[Foto: divulgação. Crédito não informado]


Em show no dia 5 de novembro, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves (TCA), Skank celebra os 20 anos do seu terceiro álbum, “Samba Poconé”, um marco da carreira do grupo e da música pop nacional. Com uma edição especial tripla comemorativa das duas décadas, Samuel Rosa, Haroldo Ferretti, Lelo Zaneti e Henrique Portugal resgatam a história do disco que os tornou um fenômeno nacional.


Em “Samba Poconé”, o Skank abandonara a raia onde nadou de largas braçadas, na mistura de dancehall com influência de sonoridade sessentista, principalmente de metais. Adicionaram então raggamuffin, uma pegada pop mais consistente e até elementos tradicionalmente nacionais, como forró, e saíram do estúdio Mosh em São Paulo com aquele que viria a se tornar um dos três discos de pop rock mais vendidos da história do país.


Não foi a quantidades de hits que levou a isso, mas a consistência. Abre com “É Uma Partida de Futebol”, primeira parceria de Samuel Rosa com Nando Reis, que entrou para a trilha-sonora da Copa do Mundo de 1998, traça aquela rota Kingston/BH em canções como “Eu Disse a Ela”, “Um Dia Qualquer”, “Sul da América”, “Zé Trindade” e abre tentáculos globais com “Garota Nacional”, o maior hit da história da banda. Os quase cinco minutos da canção foram o momento de maior exposição da música brasileira no exterior desde a Bossa Nova, tanto que colocou luz na sonoridade do grupo e o levou a excursionar por 14 países durante dois anos de turnê. Sucesso internacional merecido, já que toda estética e mesmo a temática do trabalho representam um ode à cultura nacional.


Além disso, o texto das composições ganhou cores mais fortes e vivas. Há os recados diretos, como de “Garota Nacional”, há mais referências ao pop romântico, como “Tão Seu”, e há questionamentos sociais, como nas músicas gravadas com Manu Chao, então um artista mais ligado ao Mano Negra do que com nome próprio – “Los Pretos”, que aborda racismo, “Sem Terra”, a questão agrária, e “Zé Trindade”, que faz referência ao ator e comediante da tal Atlântida.


Foi tão intenso o impacto do disco à época que a gravadora Sony fez um box comemorativo de 100 anos do selo Columbia e o único artista brasileiro que entrou na seleção foi o Skank, com o “Beat it laun, daun daun/Beat it, loom, dap'n daun” de “Garota Nacional”. Ao lado de Frank Sinatra, Michael Jackson, Bruce Springsteen e Bob Dylan, só para citar alguns. Fora que o disco foi tão bem gravado e produzido por Dudu Marote que nem precisou ser remasterizado para esta edição comemorativa. Mas aí entra a crocância da versão tripla de 20 anos da obra.


O segundo disco contém as gravações de ensaios e as demo tapes, que estavam guardadas na gaveta mágica do baterista Haroldo Ferretti por estes anos. Já o terceiro CD ficou na conta dos arquivos de Dudu Marote, que montou um caleidoscópio de “Samba Poconé” com remixes, registros não aproveitados de estúdio, versões instrumentais, além de uma música inédita, “Minas com Bahia”. Inédita numas, pois Daniela Mercury a gravou em seu disco “Feijão com Arroz”. Os dois discos extras foram masterizados em Nova York por Chris Gehringer, que é engenheiro de som de Carlos Santana e Madonna. O CD original já havia sido masterizado na mesma Nova York, mas por Michael Fossenkemper.


Só faltou guardarem um detalhe dos originais. As artes originais feitas em cima das pinturas, que figuram na capa e encarte se perderam com os anos e tiveram que tirar fotos novamente das telas para que pudessem imprimir o material novo. É a única coisa não original de toda essa obra comemorativa. E nesta conta, inclua, claro, a música.


 


SERVIÇO


Skank – Samba Poconé 20 Anos


Quando: 5 de novembro (domingo), 19h


Onde: Concha Acústica do Teatro Castro Alves


Quanto: 


Arquibancada: R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia)


Camarote: R$ 200 (inteira) e R$ 100 (meia)


Classificação: 14 anos


Realização: Íris Produções


 


VENDAS


Os ingressos para o espetáculo podem ser adquiridos na bilheteria do Teatro Castro Alves, nos SACs do Shopping Barra e do Shopping Bela Vista ou pelo site www.ingressorapido.com.br.


 


MEIA ENTRADA


A concessão da meia-entrada é assegurada em 40% do total dos ingressos disponíveis para o evento.


Estejam atentos! O Teatro Castro Alves cumpre a Lei Federal 12.933 de 29/12/2013, que determina que a comprovação do benefício de meia-entrada é obrigatória para aqueles que gozam deste direito. Estudantes devem apresentar a Carteira de Identificação Estudantil (CIE), não sendo aceitos outros documentos.


Data: 05/11/2017