NESHER - “Sistema Babilônia” (MS Metal Records - 2017)

AUTOR: Alex Viana

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Postado por: Val Oliveira, em 15 de julho de 2017 | 122 hits  

Nota: 08.0/10.0


Confesso que ainda não tinha ouvido falar destes caras da NESHER, até receber este belo debut álbum “Sistema Babilônia”, do pessoal da sua atual gravadora, a MS Metal Records.


A banda pratica um Heavy Metal pesado, rápido, calcado nos anos oitenta e com temáticas cristãs, o que pode afastar uma boa parcela do público secular. Ainda assim, não senti qualquer tipo de preocupação quanto a isso por parte dos seus compositores, tendo em vista que todas as dez faixas aqui apresentadas foram escritas em nossa língua natal, o português. Os destaques são muitos, mas gostei bastante de “Sonho Perdido”, que conta com a participação mais do que especial do vocalista Mário Pastore, um dos melhores cantores do Metal brasileiro. Outro ponto alto vai para a balada “Cálice”, que tem um alto teor comercial, e que pode agradar em cheio ao seu público alvo.


A produção do trabalho é competente, mas achei as vozes um pouco baixas, ficando abaixo do instrumental, mas nada que tenha prejudicado minha experiência. Contando com o suporte de uma das maiores gravadoras do país, acredito que este quarteto tem tudo para desenvolver seu som, alcançando em um futuro próximo o reconhecimento que almeja.



 
PARCEIRO:

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Horns up!
O gesto com a mão feito por muitos e que se assemelha a um chifre ficou famoso após Ronnie James Dio começar a fazê-lo durante suas apresentações, ele diz ter aprendido tal gesto com sua avó. O famoso "chifre com as mãos" pode ter sua origem seguida até a Grécia antiga, e tem diversos significados, dependendo do contexto em que é utilizado e quem o interpreta. Para os integrantes do mundo do metal, tal gesto com as mãos é nada mais do que outra maneira de se identificarem dentro da sociedade e significa grito do metal, o sinal do metal, o punho do metal, o punho do rock e "Rock on!". Algo muito diferente do que em geral é logo imaginado pela sociedade, que o liga a adoradores do Diabo, ou até ao próprio Diabo. Headbangers, no geral, não são seguidores do Diabo. Mas como em qualquer lugar e tribo cada individuo ainda é único, pensa e faz o que quer, por tanto não generalizem um todo por conta de alguns.